quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Aspectos sociais e pedagógicos do filme "VEM DANÇAR"

Por Hamilton Felix Nobrega


A idéia central da trama gira em torno de um grupo de alunos problemáticos que são negligenciados e desprezados pelos professores e a direção da escola, que desconhecem e desacreditam no potencial de cada um deles. Estes mesmos alunos são colocados em uma sala isolada após o horário regular das aulas, chamada de "detenção", todos os dias, com a finalidade de passarem mais tempo na escola, mesmo que na ociosidade.

Ocorre que isso não contribui em nada para uma melhoria de comportamento, pois sequer são orientados a executar alguma tarefa ou atividade durante esse tempo, pois para os professores desta escola, o importante é deixar esses alunos na detenção.

Tal ação da escola mostra-se tão inadequada e ineficaz que os alunos apresentam comportamento agressivo e desrespeitoso, a ponto de um deles em acesso de raiva da diretora, destruir parte do carro dela que estava estacionado na rua. Isso mostra que a falta de uma ação realmente educadora e disciplinadora por parte da escola para com os alunos tidos como problemáticos, pode ocasionar cidadãos marginalizados e inerentemente ligados ao crime.
Um ponto importante na história, já considerado inclusive como um clichê pelos cineastas, pois sempre houve e há um ou outro filme com essa temática, é a transformação final dos alunos-problema em alunos disciplinados e com perspectivas de futuro, causada por um professor que investe tempo, dedicação e esperança. Inicialmente o professor é tratado com hostilidade, mas isso é compreensível, dadas as circunstâncias em que tais alunos estavam frequentemente envolvidos e eram tratados pela direção e pelos demais professores. Mas, diante da insistência e da paciência dia após dia, mesmo com alguns contratempos e a dificuldade de trabalho em equipe, o professor Pierre Dulaine consegue cativar e adquirir o respeito dos alunos, fazendo-os acreditar que apenas eles mesmos é que são responsáveis por mudar a sua vida e que antes de esperar que alguém acredite neles, é preciso que cada um acredite em si primeiro.
A forma com que o mestre conduziu a situação foi à chave do sucesso de sua empreitada em prol da mudança de comportamento da turma. E é isso que talvez falte hoje em dia nas nossas escolas. Porque é muito fácil criticar o governo, os alunos problemáticos, a falta disso, a falta daquilo e esquecer que, quem escolhe ser professor, escolhe porque no mínimo, identifica-se com o personagem vivido por Antônio Banderas, ou seja, acredita que pode fazer a diferença e contribuir para uma sociedade melhor. Mas infelizmente, a grande maioria dos profissionais dessa categoria age como os outros professores que vimos no filme, criticando os alunos difíceis, afastando-os de um convívio com os demais, fugindo a sua responsabilidade social com esses indivíduos, e pior, debochando daqueles que tentam fazer a diferença. Um professor concursado recém contratado percebe isso logo de início quando um ou outro mais antigo chega e lhe "joga um balde de água fria."
Anúncios GoogleAssim como no filme, que apesar de ser uma obra de ficção, temos situações e realidades muito semelhantes, mas que podem ser transformadas com ações reais e não apenas teorias enfeitadas. Um professor pode sim fazer a diferença junto a seus alunos. Desconheço algum professor que seja carismático ou que chegue sempre junto de seus alunos, que não tenha conseguido bons resultados com eles, mesmo os mais problemáticos da classe. Uma sala de aula é como uma relação matrimonial; para que ambos, aluno e professor, tenham um bom relacionamento, é preciso dar e receber. É preciso compreender as necessidades do outro. Mas obviamente que o primeiro passo é do mestre, porque os alunos estão aprendendo...
Pergunto-me às vezes o que leva um professor que desiste de fazer a diferença somente porque encontrou uma turma ou uma realidade destoante daquela que imaginava. Questiono-me isso porque nas grandes empresas, por melhores que sejam, também existem problemas e situações difíceis. Além do mais, um professor lida geralmente com jovens e adolescentes que ainda estão assimilando e aprendendo sobre a vida, portanto, os erros que cometem, a bagunça que fazem e a falta de responsabilidade que tem, fazem parte do momento da vida que estão vivendo e cedo ou tarde vão amadurecer. Agora se pararmos para analisar, veremos que em grandes corporações existem profissionais que já são adultos, com caráter e personalidade formados, mas que também erram e muito, fazem bagunça, desrespeitam o colega de trabalho, além de problemáticas do dia a dia, e nada disso faz o bom profissional perder qualidade no seu trabalho.
O trabalho de um professor não é pior ou tem mais problemáticas que qualquer outro trabalho.
No filme, vemos um profissional que de tão excelente, fazia a diferença, porque muito mais que ensinar dança, conseguia transmitir através dos passos, emoções e atitudes capazes de gerar uma real mudança de comportamento. Isso foi apresentado na cena onde ele é chamado a reunião de pais e mestres que está ocorrendo, para explicar o que está ensinado aos alunos, onde ele pega a diretora pelo braço e explica com passos da dança, que os mesmos favorecem a confiança e o respeito mútuo entre as pessoas.
Pois bem. Conclui-se do filme que, transformar ou provocar uma mudança em alunos, sejam eles problemáticos ou não, é algo possível, mas que requer um pouco mais do professor. A questão é: Os professores estão dispostos a dar um pouco mais de si? E não adianta falar em salário baixo, porque mesmo que o salário fosse alto, sempre teremos alunos problemas e por esse motivo, em algum momento, para o professor indiferente, o salário será tido como baixo novamente...
Esse filme tem um caráter social e pedagógico muito forte e é recomendado a alunos de licenciaturas e professores em início de carreira, mas também aqueles que já atuam na rede de ensino, a fim de reciclar os profissionais. Também é recomendado a jovens e adolescentes, pois mostra que quando uma relação aluno-professor é harmônica e respeitosa, ambos crescem.
Apesar do apelo dramático, da metade para o final, o filme torna-se dinâmico, chegando a um final com belíssimas imagens de dança que levam os espectadores a querer dançar. Faz jus ao título em português: Vem dançar!

A Teoria da Hierarquia das Necessidades de Maslow e o Processo de Ensino-Aprendizagem



Por Hamilton Felix Nobrega

INTRODUÇÃO

A teoria de hierarquia das necessidades de Maslow é uma das mais importantes no campo motivacional. Ela busca explicar o que motiva os indivíduos a partir da análise de cada necessidade existente.

A preocupação com as questões motivacionais também foi enfoque do trabalho de Taylor em seus trabalhos sobre a Administração científica, porém ele apenas observou uma das vertentes que motiva os indivíduos, no caso de seus estudos, a questão financeira.

Maslow foi mais adiante, entendendo as necessidades dos indivíduos como a essência de suas vidas. Ele buscou entender a situação da vida das pessoas como um todo e com isso conseguiu confirmar a sua teoria, entendida tempos depois como humanista, por aproximar-se muito mais da teoria cognitiva do que a do condicionamento.

No campo da educação, pode-se observar que há inúmeras aplicabilidades e material de trabalho dessa teoria para melhorar o processo de ensino-aprendizagem.

O objetivo deste artigo é descrever a teoria das necessidades, buscando destacar a contribuição que ela pode fornecer a educação.


ABORDAGENS INICIAIS

Biografia : Abraham Maslow - Pai da Psicologia Humanista

Filho de Judeus semi-analfabetos nasceu em 1908. Seus pais desde cedo exigiram muito dele nos estudos para que ele tivesse um futuro diferente do deles. Essa exigência o tornou muito solitário, o que o fez companheiro dos livros.

Estudou Direito, mas posteriormente interessou-se pela Psicologia, área em que seus trabalhos foram mais notáveis. Trabalhou com Harry Harlow em seus experimentos com macacos de calda pequena, onde estudavam aspectos comportamentais.

Foi bacharel, mestre e doutor em Psicologia pela universidade de Wiscosin. Interessou-se em estudar a sexualidade humana e posteriormente passou a ensina em tempo integral na universidade do Brooklin. Teve contato com vários intelectuais das teorias da Gestalt e Freudiana.

Em 1951, tornou-se catedrático do departamento de psicologia em Bradéis. Lá ele conheceu outros teóricos e onde iniciou sua cruzada por uma psicologia humanística, sendo esta o que ele achava mais importante do que todo o seu trabalho teórico.


Aspectos Fundamentais da Teoria

A teoria de Maslow buscava compreender e explicar as necesidades e o comportamento humano, sendo que esse comportamento é composto por necessidades. Algumas fundamentais para a sobrevivência, as fisiológicas e biológicas, como fome, sede e o sono, respiração.

Porém a satisfação de uma necessidade sempre traz uma outra, ou seja, quando se satisfaz as necessidades fisiológicas, surgem outras, como por exemplo a autoestima. Atendida essa, surge então a necessidade de segurança, e assim por diante.

Para Maslow, as necessidades são motivadas e motivadoras, as quais ele considera coms psicofísica, pois buscam um equilíbrio hemostático do organismo.

Ele afirma ainda que ‘'se todas as necessidades estão insatisfeitas e o organismo é dominado pelas necessidades fisiológicas, quaisquer outras tornam-se inexistentes ou latentes".

Há também a necessidade de auto-realização, pois uma pessoa que não está satisfeita com o impulso da auto-realização, não consegue alcançar seus objetivos.

A teoria de Maslow é conhecida com uma das mais importantes dentro da área motivação. Para ele, as necessidades dos seres humanos obedecem a uma hierarquia, ou seja, uma escala de valores a serem transpostos. Ele explica ainda que a motivação seja explicada pelas necessidades humanas, sendo que os estímulos levam os indivíduos à ação. Nesse caso, pode ser externo ou interno. Isso nos dá idéia de ciclo motivacional. 

Quando o ciclo motivacional não se realiza, sobrevém a frustração do indivíduo que poderá assumir várias atitudes. Mas isso não significa que o indivíduo permanecerá eternamente frustrado. Como a motivação é um estado cíclico e constante na vida pessoal de cada ser, de alguma maneira a necessidade será transferida ou compensada.

O trabalho de Maslow foi também abordado por Taylor, quando enunciava os princípios da administração científica. A diferença entre ambos é que Taylor somente enxergou as necessidades básicas, enquanto Maslow percebeu que o indivíduo não sente exclusivamente necessidade financeira, como afirmava Taylor em seus métodos motivacionais.

Diante de seus estudos, Maslow criou uma pirâmide, em cuja base estão às necessidades mais baixas (necessidades fisiológicas) e no topo, as necessidades mais elevadas (necessidades de auto realização). Assim, houve uma hierarquização das necessidades, como se segue:

Na base temos as necessidades fisiológicas, sendo as mais importantes: oxigênio, liquido, alimento e descanso. Um individuo com insatisfação dessas necessidades, comporta-se como um animal em luta pela sobrevivência. A satisfação das necessidades fisiológicas é condição indispensável a satisfação das de ordem superior.

Logo acima temos as necessidades de segurança, manifestada pelo comportamento de evitar o perigo diante de situações estranhas e não familiares. É essa necessidade que leva o organismo a agir rapidamente em situações de emergência.

Mais acima, temos a necessidade de amor e participação, expressa pelo desejo que todos tem de se relacionarem afetivamente com os outros, de pertencerem a um grupo. A vida social explica a maior parte dos nossos comportamentos.

Depois temos a necessidade de estima que nos leva a procurar a valorização e o reconhecimento por parte dos outros. Quando essa necessidade é satisfeita, sentimos confiança em nossas realizações. O sucesso de um aluno na escola depende muitas vezes da confiança que ele tem em si mesmo. Esse é talvez um dos grandes problemas que afetam a educação.

A necessidade de realização expressa os objetivos e projetos que sempre temos. Denota a nossa capacidade de transformá-los em realidade. Trata-se daquilo que nos faz sentir realizado ao tornar realidade.

As necessidades de conhecimento e compreensão abrangem a curiosidade, a exploração e o desejo de conhecer novas coisas. Essa necessidade é importante colaboradora no ambiente escolar.

E por fim, temos a necessidades estéticas que estão presentes em muitos indivíduos que buscam incessantemente a beleza. Um fator que motiva essa necessidade provavelmente origina-se do grupo para o indivíduo.

Na teoria humanista de Maslow, da hierarquia das necessidades, é fundamental que se observe que as necessidades do topo apenas se manifestam quando as da base são satisfeitas.


CONTRIBUIÇÃO DA TEORIA DA HIERARQUIA DAS NECESSIDADES PARA A APRENDIZAGEM

A teoria contribui a medida que explica a importância do ciclo motivacional, pois quando esse não existe no ambiente escolar, causa desde comportamento ilógico até passividade e não colaboração por parte do aluno.

É preciso que o aluno esteja com as necessidades mais baixas, as chamadas fisiológicas, plenamente satisfeitas para que a aprendizagem possa ocorrer, pois caso contrário, o aluno não conseguirá se dedicar ao estudo.

Outro ponto que essa teoria trouxe é a necessidade de uma vida social, em grupo. Observa-se que alunos com essa necessidade insatisfeita têm mais problemas no processo de aprendizagem e frequentemente sentem-se excluídos.

A necessidade de estima é relevante, porque o sucesso ou fracasso do aluno depende muito de sua estima em sala de aula. O problema é que ela está diretamente associada a confiança e estima que os pais, demais alunos e até professores depositam nele.

Quanto a realização e a busca pelo conhecimento, essa tem forte atuação em sala de aula e pode ser utilizada em benefício da aprendizagem, Porem, é preciso que o professor esteja atento as essas necessidades para poder tirar o máximo proveito do que cada aluno tem a oferecer, retroalimentando o ciclo motivacional nesses dois aspectos.

A teoria de Maslow tem muito a oferecer no processo de ensino-aprendizagem, porque enxerga o indivíduo com todas as suas nuances, ou seja, holisticamente, enfatizando as suas necessidades de uma forma geral. É importante lembrar que o professor, como sujeito desse processo, também tem suas necessidades a serem satisfeitas de acordo , tornando o processo bilateral como ele deve ser, para que os resultados sejam mais eficazes.

Ocorre que infelizmente, as políticas educacionais atuais não conseguem atender as necessidades de alunos e professores, acarretando o quadro atual que vemos nas escolas : alunos dispersos e professores desmotivados.


CONCLUSÃO

A teoria da hierarquia das necessidades parece ter uma plausibilidade direta, pessoal e subjetiva na vida das pessoas, pois se trata de uma abordagem humanística, que fala da essência da vida de cada indivíduo.

Maslow defende que ela atua diretamente no comportamento motivacional, entendendo a motivação, como resultado dos estímulos que agem com força sobre os indivíduos.

Como vimos, ele apresentou uma hierarquização das necessidades, em forma de pirâmide, que vai desde as fisiológicas até as estéticas.
Trazendo para o ambiente escolar, percebemos que ela pode explicar vários comportamentos dos alunos, principalmente a falta de desinteresse e dificuldade na aprendizagem.

A partir da teoria, podemos compreender que se o aluno não está conseguindo aprender, é provável que sua dificuldade seja proveniente da não-satisfação de alguma ou de várias das necessidades que antecedem, na hierarquia, a necessidade do conhecimento.

O aluno pode ter dificuldade em aprender por estar com fome, cansado, inseguro, por sentir frustrado, inferiorizado, entre outros. Dessa forma, há um longo caminho a percorrer antes que o professor possa entender porque um, vários ou todos os alunos tem dificuldades em entender o que ele está tentando ensinar.

Do outro lado, temos também professores com suas necessidades que podem não estarem sendo satisfeitas, e ele estar rendendo menos do que poderia. Nesse caso, torna-se um problema mais crítico, porque o professor é um instrumento maior da educação.

Infelizmente, devido a precariedade de políticas públicas de educação, há sempre uma lacuna que não consegue ser preenchida, seja por qual for a teoria. É preciso que antes, haja a prática do Estado enquanto responsável pela educação de seu país.


REFERENCIAS

CHIAVENATO, I. Teoria Geral da Administração, Vol 2. Atlas. São Paulo; 2006

PISANDELI,Glória Maria V. L. A Teoria de Maslow e o Fracasso Escolar. Disponivel em < http://www.portaldapsique.com.br/Artigos/Teoria_de_Maslow_e_o_Fracasso_Escolar.htm>

RODRIGUES, Cláudia, DA SILVA, Walmir R. Motivação nas Organizações. Atlas. São Paulo: 2007.

Um Ano de Política Nacional de Resíduos Sólidos


Por Hamilton Felix Nobrega

Política Nacional de Resíduos Sólidos - lei n.º 12.305/2010


No dia 02 de agosto deste ano, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS, lei n.º 12.305/2010), completa um ano, após ficar mais de duas décadas em debate no Congresso Nacional, onde vinha sido discutida.

Segundo recente anúncio do Ministério do Meio Ambiente, a primeira versão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos será colocada em discussão em setembro e novembro deste ano e receberá contribuições da sociedade em audiências públicas regionais. As contribuições ainda poderão ser dadas por meio da internet. A versão final será apresentada em uma Audiência Pública Nacional, programada para novembro, em Brasília.

Entre os objetivos dessa nova e importante lei, destacam-se:

·         A não-geração, redução, reutilização e tratamento de resíduos sólidos;
·         A destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos;
·      A diminuição do uso dos recursos naturais como água e energia, por exemplo, no processo de produção de novos produtos;
·         A intensificação de ações de educação ambiental;
·         O aumento da reciclagem no país;
·         A promoção da inclusão social;
·         E a geração de emprego e renda para catadores de materiais recicláveis.

A PNRS estabelece também princípios para a elaboração dos Planos Nacional, Estadual, Regional e Municipal de Resíduos Sólidos.

Mas, talvez, existam discordâncias nesta lei, devido a diversidade regional do país. Por exemplo: alguns municípios, pela natureza de sua localização geográfica e modais de transporte, jamais se adequariam as orientações da Política Nacional de Recursos Sólidos, o que mostra que a lei necessitaria de certa flexibilização pelo Governo Federal.

Nessa nova lei, um dos pontos fundamentais é a chamada logística reversa, que se constitui em um conjunto de ações para facilitar o retorno dos resíduos aos seus geradores (empresas) para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos.

Em seu conteúdo, a lei afirma que deve haver diálogo e engajamento entre poder público, setor produtivo e sociedade civil, para que os resultados possam ser reais.

Segundo o deputado federal Arnaldo Jardim, é importante recordar que foi difícil se construir essa lei, cuja proposta tramita desde 1991, mas que se baseou em experiências mais antigas. Ele afirmou ainda aos poucos foram sendo somados diferentes projetos, como de incineração, de aterros, entre outros, totalizando 148 propostas.


Segundo avaliação do diretor da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), Walter Capello Júnior, milhões de empregos poderão ser criados nos próximos anos com a implantação da PNRS.

Ele afirma ainda que pouco tem sido feito de concreto pelo governo, apesar de sempre se mostrar interessado em dar incentivos fiscais e, também, de fazer uma diferenciação tributária para favorecer a utilização de plásticos, metais e outros materiais recicláveis. E isso é fundamental, porque é certo que a nova política de resíduos sólidos trará benefícios ao país, ao meio ambiente e aos trabalhadores e que só depois disso o setor poderá, de fato, agregar valores à economia nacional.

De acordo com a ABLP, atualmente são produzidos por dia, cerca de 180 mil toneladas de lixo urbano. Só com a coleta são gastos, em média, R$ 80 por tonelada. Já o custo do aterro é de R$ 70 por tonelada, ou seja, da forma atual, são gastos R$ 150 por tonelada (de lixo), dinheiro que poderia ser economizado.

Silvano Silvério da Costa, Diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, afirma que de 30% a 37% do lixo são resíduos secos, que podem ser reutilizados, e 55% são resíduos úmidos, incluído aí o material orgânico. Sobram, portanto, de 8% a 10% de rejeito inaproveitável. Portanto, apenas esse pequeno percentual passará a ser enviado pelo município a algum aterro sanitário, o que vai reduzir em muito os lixões Brasil afora.

Cabe agora a sociedade, contribuir, acompanhar e fiscalizar para que a nova lei seja efetivamente posta em prática, porque muito mais que benefício para o país, estaremos promovendo benefícios para nossos filhos. Além de nosso planeta agradecer!



Propósito da Vida



Algumas idéias sobre o Propósito da Vida

Todos nós nos perguntamos, em certo ponto, por que fomos postos no mundo e qual é o propósito da vida. É claro que existem várias visões sobre este assunto, mas tenho crença em três possibilidades.

A primeira é a visão humanista, que afirma que você deve fazer todo o possível para atingir seu pleno potencial, que deve lutar para ser o melhor que puder.

Em segundo lugar, os fundamentalistas afirmam que o propósito e a razão supremos do Homem, para viver, é glorificar seu Criador.

A terceira, como ensinaram e demonstraram, com seus exemplos, muitos grandes líderes através da história, é servir seus semelhantes. Jesus de Nazaré, Buda, Maomé, Madre Teresa e Albert Schweitzer são exemplos de pessoas que dedicaram suas vidas ao serviço dos outros.

Qualquer que seja a visão da sua preferência existe muita sinergia e consistência em todas essas abordagens. Pode-se argumentar que servir os outros é o maior desafio aos talentos e habilidades individuais. Também é útil glorificar nosso Criador trabalhando com as pessoas e ajudando-as a sair da pobreza, do desespero e das fraquezas humanas tão comuns no mundo de hoje.

Quer você acredite que seu propósito na vida é atingir seu pleno potencial, glorificar nosso Criador ou servir aos outros, ele somente poderá ser alcançado através de sacrifício pessoal, esforço persistente e relações cooperativas com os outros. Você precisa encontrar alguma coisa maior e mais nobre que você, uma causa que agite suas emoções como nenhuma outra. Cada um de nós deve lutar para tornar este mundo um lugar melhor que aquele que encontramos ao nascer. E cada um de nós deve decidir que contribuições podemos fazer.

(do livro Pense como um Vencedor, do dr. Walter Doyle Staples, Editora Pioneira, 1995)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Seja Feliz com Você Mesmo

Por Hamilton Felix Nobrega


Alguém especial vem se formando e se esculpindo pelo tempo e pela história ao longo desses anos, sabia?

É você mesmo!

Continue firme olhando para o seu lado de dentro e veja quanta coisa boa conquistou até agora!

Quanta luta, quantas provações, quantas conquistas, quanta inspiração...!
Chegou a hora de se valorizar mais, viu?
De saborear as vitórias, mas também de rever algumas coisas que não saíram tão bem como desejava. Aliás, o passado deve servir somente para buscar inspiração de certos momentos em nossas vidas onde fomos vitoriosos.

Deve servir apenas de inspiração para alimentar e dar força para o momento presente. Concorda?
Nada deve impedir você de ser feliz.

Se a felicidade já foi possível para você um dia, então, ser feliz agora também o é. Se a felicidade vai ser possível no futuro, também é possível ser feliz agora. Seja feliz com a pessoa que você é hoje.
Talvez você ainda não seja quem gostaria de ser. Mesmo assim, você tem todas as chances de se tornar a pessoa que quer ser.

Seja feliz por ter ainda muito a conquistar, pois é nesse processo que se experimenta a riqueza da vida. Se você ainda não tem certeza de qual caminho sua vida deve seguir, fique feliz por ter tantas possibilidades e divirta-se explorando-as.

Se você está cheio de problemas e responsabilidades, fique feliz por ter a possibilidade de fazer diferente e fortaleça-se ultrapassando os obstáculos.
Nada pode impedir você de ser feliz. Ninguém pode afastar você da felicidade a não ser você mesmo.

Brasil, Profissão: Político!

Por Hamilton Felix Nobrega

Há anos me questiono qual o motivo que leva cidadãos comuns a desejarem atuar em um cargo político. Sempre acreditei que tratava-se de uma escolha pessoal a serviço do país e da sociedade, mas infelizmente o que vemos são comportamentos e atitudes cada vez mais desrespeitosos e anti-éticos para com a sociedade, de pessoas que ao invés de buscarem agir em prol do benefício de todos, lutam apenas em favor de seus próprios interesses. E o mais absurdo é que vemos indivíduos despreparados se candidatarem como se estivessem participando de um concurso qualquer, tratando a política que é algo que exige muita retidão, como se fosse uma verdadeira patuscada.

Na verdade, o que a política deveria alcançar pela ação dos políticos, em cada situação, deveriam ser as prioridades do grupo maior, nesse caso a sociedade. A atividade política só se justifica se o político tiver espírito republicano, ou seja, se suas ações forem dirigidas para o bem público, que não é fácil definir, mas que é preciso sempre buscar.

Ocorre que o que vemos atualmente é uma crise política sem fim e sem precedentes, que sugere algumas reflexões sobre o problema da ética na política. Quem a exerce deve assumir responsabilidades só compatíveis com grandes qualidades morais e de competência. Infelizmente vemos alguns indivíduos que tratam a política como profissão e forma de ascenção financeira e profissional, sem nenhuma competência se quer administrativa para tal pelito. Em casos mais bizarros, ex-cantores, ex-atores, ex-comediantes, dentre outros tipos mais exóticos.

A meu ver, estar em cargo político não deve, tampouco pode ser encarado como profissão, porque trata-se de uma atividade pública e transitória. Se assim fosse, deveria ser exigida todas as qualificações necessárias ao exercício da função. Outro ponto importante a ser levantado é a questão salarial. É fato que a maior parte desses representantes da sociedade são, na verdade, representantes de si mesmos, pois buscam privilégios, além de enriquecer ou aumentar seus patrimônios com o dinheiro público, criando ou ajustando leis que elevam seus próprios salários. E o pior, em valores totalmente fora da realidade econômica do país.

Na verdade, eu acreditei que para ser político era preciso ser uma pessoa ética, com valores morais e sociais, que buscasse os interesses da sociedade em detrimento dos seus próprios, que elaborasse leis que pudesse de alguma forma transformar a sociedade, que legislasse com a verdade, que não se preocupasse apenas em dar esmolas aos pobres nomeando-as de "bolsa', mas sim, que criasse oportunidades, através de leis mais justas, que buscasse m a igualdade social. Que não desse o peixe, mas que ensinasse e criasse oportunidades para pescá-los.

Mas, apesar da importância deste assunto, são poucos os interessados, pois, a maioria foge do tema política, sem saber que agindo dessa forma, acabam fortalecendo ainda mais a corrupção e os livres desatinos que vemos sendo praticados constantemente em nosso país. Principalmente por indivíduos que enchem o peito para dizerem que sua profissão é ser político. Esses são carreiristas. E vão sempre estar ao seu próprio favor.

Parafraseando Arnold Toynbee, o maior castigo para aqueles que não se interessam por políticas, é que serão governados por aqueles que se interessam".

Porque o Brasil sempre teve baixo Crescimento Econômico e Social?

Por Hamilton Felix Nobrega


Vivemos em um país com baixo índice de desenvolvimento econômico e social se comparado ao seu potencial de crescimento e suas dimensões continentais e nunca alguém soube explicar de fato qual a razão. Tentativas sempre houve: juros altos, carga tributária elevada, controle de inflação e a má gestão de nossos governantes.
Mas, com as últimas quedas e conseqüentes prisões dos ministros envolvidos em corrupção, estamos aos poucos tendo as respostas para essa antiga questão. Já são seis os ministérios do governo de Dilma Rousseff ligados a algum tipo de denúncia de corrupção, desde junho passado, quando o alvo foi à pasta dos Transportes. Ali, não apenas o então ministro Alfredo Nascimento foi substituído, como toda a diretoria do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
Casos de corrupção também foram investigados nos ministérios de Minas e Energia, Desenvolvimento Agrário, Cidades, Agricultura e o mais recente, Turismo. Além dessas pastas, também foram afastados os ministros Nelson Jobim (Defesa). No caso mais recente, a Polícia Federal, descobriu que o esquema de corrupção que envolvia o Ministério do Turismo desviou cerca de R$ 3 milhões dos R$ 4,45 milhões.
Segundo a Constituição Federal do Brasil (art.127), o Ministério Público (MP) é uma instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Mas o que estamos vendo na prática, é que os dirigentes dos ministérios e suas equipes, estão incumbidos de defender seus interesses pessoais e enriquecer ilicitamente às custas do dinheiro que deveria está sendo investido no desenvolvimento de nossa nação. Certamente os desvios sempre aconteceram e os valores desviados sempre foram milionários, não sendo apenas uma situação que está ocorrendo no governo da presidente Dilma Roussef, embora só agora esteja vindo à tona. E o mais impressionante é que as denúncias sempre partem de jornalistas. Onde está a Procuradoria Geral da República? E a Polícia Federal?
Por enquanto, os indícios e as provas foram suficientes para desarticular apenas as “gangues” que agiram em seis ministérios, mas não precisamos ser especialistas ou investigadores para acreditar que outros ministérios, principalmente o que são a chave do desenvolvimento de uma nação (da Educação, da Ciência e Tecnologia e da Saúde) também foram saqueados por essa Máfia Brasileira.
O Brasil tem baixo crescimento, porque aqui, o que cresce mesmo é o patrimônio de nossos dirigentes. Não parece coincidência isso acontecer sempre durante a gestão de cada um deles?

Assessoria em Trabalhos Acadêmicos

Pensando nos diversos estudantes que tem dificuldade em formatar seus trabalhos acadêmicos, seja por falta de conhecimento técnico ou por falta de tempo, ofereço o serviço de assessoria acadêmica para revisões, correções e elaboração de apresentações em slides.