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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Porque o Brasil sempre teve baixo Crescimento Econômico e Social?

Por Hamilton Felix Nobrega


Vivemos em um país com baixo índice de desenvolvimento econômico e social se comparado ao seu potencial de crescimento e suas dimensões continentais e nunca alguém soube explicar de fato qual a razão. Tentativas sempre houve: juros altos, carga tributária elevada, controle de inflação e a má gestão de nossos governantes.
Mas, com as últimas quedas e conseqüentes prisões dos ministros envolvidos em corrupção, estamos aos poucos tendo as respostas para essa antiga questão. Já são seis os ministérios do governo de Dilma Rousseff ligados a algum tipo de denúncia de corrupção, desde junho passado, quando o alvo foi à pasta dos Transportes. Ali, não apenas o então ministro Alfredo Nascimento foi substituído, como toda a diretoria do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
Casos de corrupção também foram investigados nos ministérios de Minas e Energia, Desenvolvimento Agrário, Cidades, Agricultura e o mais recente, Turismo. Além dessas pastas, também foram afastados os ministros Nelson Jobim (Defesa). No caso mais recente, a Polícia Federal, descobriu que o esquema de corrupção que envolvia o Ministério do Turismo desviou cerca de R$ 3 milhões dos R$ 4,45 milhões.
Segundo a Constituição Federal do Brasil (art.127), o Ministério Público (MP) é uma instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Mas o que estamos vendo na prática, é que os dirigentes dos ministérios e suas equipes, estão incumbidos de defender seus interesses pessoais e enriquecer ilicitamente às custas do dinheiro que deveria está sendo investido no desenvolvimento de nossa nação. Certamente os desvios sempre aconteceram e os valores desviados sempre foram milionários, não sendo apenas uma situação que está ocorrendo no governo da presidente Dilma Roussef, embora só agora esteja vindo à tona. E o mais impressionante é que as denúncias sempre partem de jornalistas. Onde está a Procuradoria Geral da República? E a Polícia Federal?
Por enquanto, os indícios e as provas foram suficientes para desarticular apenas as “gangues” que agiram em seis ministérios, mas não precisamos ser especialistas ou investigadores para acreditar que outros ministérios, principalmente o que são a chave do desenvolvimento de uma nação (da Educação, da Ciência e Tecnologia e da Saúde) também foram saqueados por essa Máfia Brasileira.
O Brasil tem baixo crescimento, porque aqui, o que cresce mesmo é o patrimônio de nossos dirigentes. Não parece coincidência isso acontecer sempre durante a gestão de cada um deles?

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Inflação 2011: Consumidor vai pagar pelo controle


Por Hamilton Felix Nobrega

O ano de 2011 se inicia com alerta por parte dos economistas, que vêem com preocupação perspectivas de aumento da inflação, que em 2010 foi a maior nos últimos seis anos, tendo sido puxada pelos alimentos e serviços, que subiram muito. Foi um ano pesado para o bolso. E não é preciso ser economista para saber disso. Quem faz compras com freqüência percebeu a diferença. Alimentação e bebidas sempre foram os vilões da inflação. Em 2010 subiram 10,39% face ao ano anterior. Em seguida vêm as tarifas (ônibus, gás, energia, água) e serviços (aluguel, escola, etc).
A inflação 2010 ficou em 5,91% e o Banco Central definiu como meta para 2011 um índice de 4,5%.  Mas há um temor na elevação da inflação para este ano devido o aumento do consumo no Brasil, como conseqüência do crescimento da renda das pessoas, e isso é bom. Mas, segundo José Márcio Camargo, economista da PUC-RJ, é importante que esse crescimento seja controlado de tal forma a não gerar inflação.
A última estimativa do mercado financeiro para 2011 de 5,64%, anunciada recentemente, é um pouco maior  que a meta estabelecida pelo Banco Central, e a expectativa é de novas elevações no decorrer do ano. Economistas de grandes bancos acreditam que a taxa Selic, a taxa básica de juros, terminará 2011 em 12,25% ao ano, ou seja, um ponto percentual acima do atual.
Para Nilson Teixeira, economista chefe do Banco Credit Suisse, há elementos como o valor do novo salário mínimo, que podem atenuar esse cenário, mas existem fatores que podem agravá-lo, como o comportamento dos preços dos alimentos e dos serviços. É por essa razão que a presidente Dilma Rousseff pretende controlar o desempenho dos gastos públicos e está resoluta quanto a decisão do valor do mínimo de R$ 540,00 conforme disse na primeira entrevista oficial a impressa.
A decisão do Comitê de Política Monetária (COPOM) de elevar a taxa básica de juro, anunciada no dia 19/01/11, começa a mostrar que este ano, mais uma vez, o consumidor brasileiro deverá pagar pelo controle inflacionário necessário ao cumprimento das metas de política monetária do país. O problema é que essa estratégia do governo é sempre a mesma e quem sofre com isso é o consumidor. De acordo com Tatiana Pinheiro, economista do Santander, enquanto não forem possíveis investimentos que ampliem a oferta, será sempre necessário controlar os preços pelo lado da demanda e é nesse ponto que a alta do juro atua.
Para Abram Szajman, presidente da Fecomércio, a decisão de elevar o juro, é negativa porque atrapalha o bom ritmo da atividade econômica do país, diminui o consumo das famílias e os investimentos das empresas brasileiras. Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), completa que, nesse momento, seria mais importante controlar o crédito do que aumentar o juro. Ele afirma ainda que, a alta do juro ajuda a ampliar ainda mais a valorização do real frente ao dólar, um cenário que tem sido criticado por vários segmentos econômicos.
De uma forma ou de outra, os consumidores acabam pagando pelo controle da inflação, devido as várias ações tomadas pelo governo, dentre elas, a mais utilizada e impactante na vida dos brasileiros, a elevação do juro. E infelizmente o que podemos analisar de fato, é que o Brasil ainda não está preparado para crescer economicamente acima de 5% ao ano, pois quando o faz como em 2010, a inflação sobe acima da meta. O preço que se paga às vezes é alto demais. E quem sempre paga por isso?

Assessoria em Trabalhos Acadêmicos

Pensando nos diversos estudantes que tem dificuldade em formatar seus trabalhos acadêmicos, seja por falta de conhecimento técnico ou por falta de tempo, ofereço o serviço de assessoria acadêmica para revisões, correções e elaboração de apresentações em slides.