quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O poder das Emoções
Por Hamilton F. Nobrega

Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!  Já foi comprovado cientificamente que nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificadas por eles, porque para cada sentimento, o organismo produz um tipo de hormônio diferente. Um exemplo é que surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico. Em contrapartida, apaixonar-se, pode fortificá-lo tremendamente. A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida.

A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo, porém, de hormônios destrutivos que causam estresse.
Nossas células estão constantemente processando as experiências e metabolizando-as de acordo com nossos pontos de vista pessoais.



Não se pode simplesmente captar dados brutos e carimbá-los com um julgamento. Você, ou melhor, seu organismo SE TRANSFORMA na interpretação quando a internaliza. Quem está deprimido por causa da perda de um emprego, por exemplo, projeta tristeza por toda parte no corpo e a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz. O nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lágrimas de alegria.  

 
Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição. Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos.



 Em outras palavras e sendo bem direto, somos literalmente o que pensamos. Pensamentos negativos devem ser combatidos todos os dias. Agindo assim,  até o envelhecimento será mais lento. Isso é comprovado cientificamente.


Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse:Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos.”  

Você quer saber como esta seu corpo hoje? Lembre-se do que pensou ontem. Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje!

 "Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você”.



terça-feira, 17 de abril de 2012

Será mesmo que a Terra vai Esquentar?

Por Hamilton F. Nobrega

Desde sempre que a ciência vem tratando de questões decisivas para a vida do ser humano e vemos, inclusive, alegoricamente, cenas de catástrofes naturais em alguns filmes, onde os cientistas tentam explicar os fenômenos e evitar o fim do mundo.

Bem. Atualmente estamos vivendo momentos difíceis com as mudanças climáticas. A terra está esquentando em alguns lugares e em outros está esfriando demais. E a comunidade científica internacional afirma que a causa é a emissão de gases poluentes provocada pelo homem.

Mas será mesmo que isso tudo é verdade? Será que a Terra nunca manifestou esse comportamento antes?




Já li que existem cientistas que defendem que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e acreditam ainda que a Terra vai esfriar nos próximos anos e que vamos entrar numa era glacial.


 
Sinceramente acredito que essa questão deixou de ser científica e há muito tempo passou a ser político-econômica, assim como a questão do desenvolvimento sustentável.

Devemos refletir se a intenção desse discurso do aquecimento global não seria verdadeiramente para barrar o crescimento econômico de países emergentes como a China, Índia e Brasil, porque o que vemos, é os países ricos sequer movendo um dedo para evitar esse aquecimento. Um grande exemplo são os Estados Unidos que nunca entram ou assinam acordo algum quando se tratam de ações para salvar o meio ambiente.

O que os países ricos não querem, é ver a ascensão dos países emergentes, nem tampouco serem ultrapassados por eles.


Também já li em jornais e assisti em programas jornalísticos que estamos tendo invernos mais rigorosos do que em séculos passados. Mas o discurso de que a terra está esquentando não muda...



Recentemente foi publicado que em uma conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas com pelo menos 650 cientistas, houve uma série de discordâncias acerca desse tema, pois alguns refutaram os relatórios considerando-os apocalípticos demais. Já outros defendem com unhas e dentes que há culpabilidade humana nas alterações climáticas e nas transformações que a Terra vem sofrendo.


Em quem devemos acreditar?

Não dá realmente para saber. Sempre há uma nova teoria quando se trata desse assunto. Até o renomado cientista Harold Lewis, professor emérito de física da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, renunciou à Sociedade Americana de Física, afirmando o seguinte:

“Essa é a maior e mais bem sucedida fraude pseudocientífica que eu já vi em minha longa vida de físico. Qualquer um que tenha a menor dúvida de que isto é assim, deve se esforçar para ler os documentos do Climategate, que a colocam a nu. (...) a inundação de dinheiro tornou-se a razão de ser de muita pesquisa e o sustento vital para muito mais, e fornece o suporte para um número incontável de empregos profissionais (...). Isso não é ciência; há outras forças que estão agindo.”





Agora, é fato que os cientistas precisam entrar em um consenso do que expõem a sociedade, porque essa onda de dados divergentes que várias correntes defendem, sem conclusões concretas, corre o risco de subestimar a realidade das mudanças climáticas, distorcendo as verdadeiras ações que devem ser tomadas em benefício do planeta.

Sempre tive o espírito questionador e não acredito de todo nessa tese de aquecimento global, assim como ainda não consigo visualizar um desenvolvimento sustentável, à medida que o homem utiliza-se desse modismo para vender suas ideias e produtos, porque não vemos aplicabilidade real dessa tal sustentabilidade. As florestas que o digam...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Reflexo Social

A maioria das pessoas resulta do espelho social, sendo influenciada pelas opiniões, ideias e paradigmas das pessoas a sua volta. Na condição de pessoas interdependentes, eu e você temos um paradigma que inclui a noção de fazer parte deste espelho social.
Podemos escolher refletir de volta para os outros, uma visão clara e sem distorções de si mesmos. Podemos reforçar sua natureza proativa e tratá-los como pessoas responsáveis ou podemos ajudar a torná-los indivíduos centrados nos princípios, baseados nos valores, independentes e responsáveis.
Em determinado momento de sua vida, provavelmente já encontrou alguém que acreditou em você, quando nem você mesmo era capaz disso. Esta pessoa o influenciou? Será que ela fez alguma diferença em sua vida? E se você tivesse uma influência positiva, capaz de incentivar outra pessoa?
Quando o espelho social orientar alguém para seguir o caminho mais baixo, você pode influenciá-lo para pegar o mais nobre, porque acredita nele. Você ouve esse alguém e procura empatizar com ele. Você não o absolve das responsabilidades, mas deve encorajá-lo a ser proativo.

Talvez você conheça o musical Homem de La Mancha. É uma belíssima história medieval de um cavaleiro que encontra uma mulher na rua, uma prostituta.
Ela tem sido confirmada em seu modo de vida por todas as pessoas que passam por sua vida. Mas este cavaleiro poeta vê algo mais nela, algo belo e adorável. Ele também vê sua virtude, e insiste nela, mais e mais. Ele dá a ela um novo nome - Dulcinéia - um novo nome associado a um novo paradigma.
No início, ela o recusa peremptoriamente. Seus antigos papéis são mais fortes. Ela o despreza, pois não passava de um sonhador maluco, mas ele persiste.
Faz continuamente depósitos de amor incondicional, e isso gradualmente penetra na mente dela. Atinge sua verdadeira natureza, seu potencial, e ela começa a reagir.
Pouco a pouco ela começa a mudar seu estilo de vida. Ela acredita nisso, e age a partir de seu novo paradigma, para surpresa inicial de todos os outros de sua vida.
Mais tarde, quando ela começa a voltar ao seu antigo paradigma, ele a visita em seu leito de morte e entoa uma canção belíssima: The Impossible Dream. Olha em seus olhos e sussurra: “Nunca se esqueça, você é Dulcinéia.


O que refletimos para os outros, sobre nós mesmos?

E o quanto estes reflexos influenciam as vidas alheias? 
Temos tantas coisas que podemos investir nas Contas Bancárias Emocionais das outras pessoas.
Quanto mais pudermos ver as pessoas em termos de seu potencial oculto, mais poderemos usar a imaginação, em vez de nossa memória, com a esposa, os filhos, colegas de trabalho ou empregados. Podemos nos recusar a rotulá-los - podemos "vê-los" de novas formas, a cada vez em que estivermos juntos.
 Podemos ajudá-los para que se tornem independentes, seguros, capazes de conduzir relações profundas, ricas, satisfatórias e produtivas com os outros.  
Goethe nos ensinou: "Trate um homem como ele é, e continuará sendo como é. Trate-o como ele pode e deve ser, e ele se tornará o que pode e deve ser".
(Trechos com adaptações próprias, do livro 7 Hábitos de pessoas altamente eficazes, de Stephen Corvey)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Projeto Pessoal

Uma forma eficaz de fazer com que nada de novo, construtivo ou verdadeiramente emocionante aconteça na sua vida é fazer simplesmente nada. Apenas fique parado, assistindo a vida passar, como quem assiste a um filme. Continue a admirar o feito de seus amigos. Continue a achar interessante não sentir o gosto do fracasso, mas lembre-se também que isso se deve ao fato de você, na verdade, nunca ter ido à luta.

Ficar acomodado e não fazer nenhum tipo de planejamento para a vida é sonhar  com o vazio, e esse sonho não vale! Sonhar, todo mundo sonha, não é um privilégio só seu. Realizá-lo é que merece um pouco mais do que apenas querer...

Comece procurando dar verdadeiro sentido à sua vida. Neste processo é fundamental uma boa dose de ambição. Feche para balanço.  Analise tudo que você fez até agora. Procure planejar sua vida para os próximos dias, meses e, por que não, anos...
Lance-se a desafios factíveis e procure vencê-los. Um bom curso, o término da faculdade, um carro novo, "aquele" curso de inglês, o nem tão distante MBA, uma casa de praia, um barco, uma piscina, conquistar um bom trabalho, crescer e ocupar posições de destaque na empresa em que você está...

Pense à vontade... Vale qualquer coisa. Agora pare de sonhar e comece a planejar a sua vida.  Comece a elaborar o seu projeto pessoal. Você deve fixar metas a curto, médio e longo prazos e acompanhar o cumprimento de cada etapa.  Isto ajuda a manter a motivação.


Os desafios dão verdadeiro sabor à vida.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Parcerias: Cresça e deixe os outros crescer

Por que os Beatles não fizeram mais o mesmo sucesso depois que se separaram? Certamente a resposta passa pelo conceito de parceria. 


Quando os quatro trabalhavam juntos, podiam otimizar seus talentos. Quando gravavam um disco, tinham quatro compositores e, para selecionar as faixas, bastava escolher as melhores músicas. 

Se John Lennon tinha 8 músicas, podia dar-se ao luxo de escolher apenas as melhores, porque Paul McCartney tinha outras tão boas, assim como os demais. 

Parceira é isto: é criar um relacionamento no qual se pode aproveitar o melhor de todos os envolvidos.

Veja o exemplo do nosso ex-presidente LULA. Sem muito estudo, ele possuidor de uma grande habilidade de construir relacionamentos e parceiras, fez e chegou mais longe que muitos outros que ocuparam o mesmo lugar. Foi um verdadeiro vitorioso. Por isso, a característica marcante dos campeões é construir relacionamentos em que todos os envolvidos lucrem, aprendam e possam fazer o melhor. 

O verdadeiro campeão sabe como criar parcerias, como oferecer oportunidades aos seus parceiros e motivá-los a aprimorar o trabalho. Ele não pensa só em si mesmo, e não se preocupa apenas em fazer a sua parte. Ele pensa em fazer a sua parte e em ajudar os outros a fazer a deles. 




Fonte:  Shinyashiki, Roberto. A revolução dos campeões, com adaptações próprias.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Reflexões acerca do Filme WALL-E: Consciência Ambiental através do Cinema Infantil

Por Hamilton Felix Nobrega

A história se passa num futuro muito distante, onde o planeta terra fora abandonado pela humanidade, após um desastre ambiental que o degradou. Os seres humanos abandonaram sua terra natal e suas origens, deixando para trás apenas resíduos que tornaram impossível sua própria sobrevivência em seu habitat original.

Contudo, um robozinho chamado Wall-E,  criado para limpar o planeta, continua a missão de juntar os detritos da humanidade e compactá-los para que depois possam ser empilhados e acumulados em depósitos. O objetivo desta sua atividade é sanear o planeta… Mas pergunta-se: sanear como, se em toda a parte do planeta apresentado na história só há entulhos?




Quando o filme se inicia, à distância vemos uma grande cidade, com edifícios enormes. Mas, na medida em que a câmera se aproxima, percebemos que esses prédios são, na verdade, pilhas e pilhas de resíduos acumulados há anos pelos vários Wall-es, já que não há lugar para descartar tanto resíduo.



De todos aqueles Robôs, apenas um continua ativo. E sua única companhia é uma esperta é ágil baratinha, sobrevivente do desastre ambiental que não permitiu a nada mais que fosse orgânico a sobrevivência na Terra. Em suas andanças e limpezas do planeta, Wall-E descobre uma plantinha preservada dentro de um refrigerador e, com ela, a esperança de que a vida aconteça novamente… Ele passa então a cuidar com o maior zelo possível.

Mas é a chegada de Eva, outro robô, (enviado a Terra pelos sobreviventes que estão há séculos instalados e plenamente acomodados numa nave a perambular pelo universo em nosso planeta) que dá o tom de romance, humor e graça ao filme memorável. 



É um bibelô pela preservação do planeta. Um romance belíssimo e totalmente diferenciado. Uma ficção em que os personagens principais não falam sequer uma palavra. Uma animação destinada a entrar no rol das mais impressionantes e fascinantes já realizadas em todos os tempos.

WALL-E propõe em seus 97 minutos de duração que deixemos de simplesmente demonstrar preocupação e passemos a ações que, de fato, encaminhem o planeta para uma realidade sustentável e não-agressiva ao meio-ambiente. 

Nesse sentido, a discussão desta temática tão urgente em uma produção destinada às crianças, é bastante pertinente. 


Pode e deve despertar na criançada e também nos pais e nas escolas, espaço para conversas, muitas conversas. Nas escolas, especificamente, WALL-E deve contribuir para o fomento de projetos, debates, trabalhos, tarefas e paralelos com aulas das mais diversas disciplinas (ciências, geografia, biologia, ética, sociologia, história...). E, se não bastasse a temática principal, há ainda espaço para discussões quanto à tecnologia, o universo, relacionamentos, alimentação, exercícios físicos, lixo...

Outra característica marcante de WALL-E que o torna um espetáculo único, uma verdadeira obra de arte, é o modo como comunica as idéias para o público, em especial durante o tempo em que não há humanos em cena... Sem palavras, apenas com ações, expressões, imagens... Uma verdadeira e íntegra lição de cinema... Show! 
Remete-nos aos filme de Charlie Chapplin.


Com esse filme, foi construindo uma fábula ecológica moderna de profundo impacto social e político, ainda mais em se tratando de um desenho animado.

Se WALL-E serve ou não como aula de educação ambiental é uma discussão que permanece aberta, mas basta a polêmica lançada em alguns trechos do filme para evidenciar que a fita contém mais do que entretenimento puro e simples.

domingo, 6 de novembro de 2011

Carga Tributária: Uma questão de vontade política no manicômio chamado Brasil!

Por Hamilton Felix Nobrega


Com um índice de 34,5%, segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo, estando à frente de países como Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Japão, por exemplo, o que representa um valor aproximado de arrecadação de R$ 195,05 bilhões.

Entra ano, sai ano e uma queixa recorrente entre todos os brasileiros é o peso que essa carga exerce sob a vida das pessoas e das empresas, pois o governo federal sempre anuncia medidas que mexem diretamente no bolso de todos. 

Mas afinal, o que é essa tal carga tributária?

É a quantidade de tributos (impostos, taxas e contribuições) das três esferas de governo (federal, estadual e municipal) que incidem sobre a economia, que é formada pelos indivíduos, empresas e os governos nos seus três níveis. 

O sistema tributário brasileiro é composto por 61 tributos federais, estaduais e municipais. Especialistas da área consideram essa quantidade um exagero, o que contribui para a complexidade das normas que regulamentam os tributos. Países desenvolvidos têm uma estrutura tributária mais eficiente, com uma menor quantidade de tributos.

Quem sofre mais com essa carga tributária?

Na verdade, quem paga é sempre o consumidor. As empresas apenas repassam ao governo os tributos vindos do consumidor que adquiriu o produto ou serviço, com exceção das tributações sobre os lucros das empresas. Isso porque a tributação no Brasil incide majoritariamente sobre o consumo, enquanto os países mais ricos concentram a maior parte de sua cobrança sobre o patrimônio e a renda.


Para o presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), João Eloi Olenike, nos últimos dez anos os governos retiraram da sociedade brasileira R$ 1,85 trilhão a mais do que a riqueza gerada no País. Ele afirma ainda que o agravante é que esses recursos não foram aplicados adequadamente, no sentido de proporcionar serviços públicos de qualidade à população. No ano de 2010, cada brasileiro pagou aproximadamente R$ 6.722,38.

Especialistas afirmam que a participação da carga tributária não deveria ultrapassar os 25% do PIB. Dessa forma, atenderia melhor as necessidades de crescimento da economia e da infra-estrutura do país. Tributaristas defendem que o país tem de criar uma meta de carga tributária de 15% do PIB dentro de 15 a 20 anos.

Segundo o estudo da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que é uma entidade internacional com sede em Paris (França) composta por 33 países, o brasileiro tem que trabalhar cinco meses do ano somente para custear a cobrança de tributos e em outros cinco meses para pagar, ao setor privado, os serviços públicos essenciais que o Governo deveria garantir-lhe, com a aplicação dos recursos em modelos eficientes de saúde, educação, moradia, entre outros.


Outro dado divulgado é que, de cada R$ 100,00 gerados pela economia em 2010, R$ 35,04 viraram tributos e foram parar nos caixas dos governos dos Municípios, Estados e União.

Os impostos no nosso país estão abaixo de países europeus, altamente desenvolvidos, como é o caso da Dinamarca (48,2%), Suécia (46,4%), Itália (43,5%) e Bélgica (43,2%). Mas ao contrário do Brasil, esses países prestam serviços públicos de qualidade à população sem que ela precise recorrer à iniciativa privada.


Estudos revelam ainda, que o Brasil lidera disparado o ranking em carga tributária dentre os países em estágio de desenvolvimento equivalente ao brasileiro, ficando à frente da Coréia do Sul (25,6%), Turquia (24,6%), Rússia (23%), China (20%), Chile (18,2%), México (17,5%) e Índia (12,1%).


O embaixador da China no Brasil, Qiu Xiaoqi, afirmou com todas as letras em fevereiro desse ano, em entrevista a revista Época, que o Brasil é um manicômio tributário, pois é o único país do mundo a taxar um produto industrializado com o IPI, pelo simples fato de sua transformação industrial, sendo essa prática ainda um resquício da proibição portuguesa à manufatura no Brasil Colônia. 


Ou seja, se é industrializado, imposto nele!

Ele ressaltou também a prática absurda do imposto sobre o imposto, formando cascatas tributárias, uma verdadeira loucura. Essa escala insana é observada com a aplicação do “imposto cobrado por dentro”, que é como se calcula a incidência de um tributo já dentro do próprio preço. Isso faz uma alíquota tributária pular de 25% nominais para 33% efetivos.


Diante da afirmação de Qiu Xiaoqi, perguntamo-nos por que, então, nosso povo distraído ainda não mandou para casa os políticos adeptos da má tributação?

Justamente porque, no manicômio, ninguém se dá conta com facilidade de seu estado de loucura. O diabo do manicômio é acharem, lá dentro, que loucos são os outros, como já nos lembrava o mestre Machado de Assis num conto primoroso. 


Para Qiu Xiaoqi, na tributação brasileira a loucura é igual, pois grande parcela da população não percebe que paga imposto, vê como coisa exclusiva dos ricos, que pagam Imposto de Renda. Em sua esperteza colonial, nosso sistema de impostos esconde a maior parte da carga tributária nos custos dos produtos, não permitindo a transparência no preço final. 
O mais alarmante é que ao invés nossos políticos estudarem a viabilização da redução das alíquotas dos principais tributos, reúnem-se para debater a reencarnação de um tributo como a CPMF, já rejeitado pela população e que não constava de nenhum programa eleitoral dos partidos. 

Especialistas na área concordam que isso se trata de uma questão de vontade política. Uma das versões da reforma tributária está no Congresso Nacional desde o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso (1995-1998). O problema é que os governantes agem indiferentes ao drama humano dos brasileiros amarrados e exauridos, presos no manicômio tributário do Brasil, como afirmou o embaixador da China.


Dessa forma, perdemos todos. O emprego dos brasileiros é onerado. Tudo fica mais caro. O governo pensa que ganha com o sistema tresloucado, por arrecadar mais; Porém, trabalha contra o crescimento, ao prejudicar os investimentos privados.


Diante dessa realidade no nosso país, 
faço minhas as palavras de Qio Xiaoqi:  


Se isso não é uma espécie de loucura, o
que será então?




Fontes:

Aumento da Carga Tributária Brasileira em 10 Anos Subtraiu R$ 1,85 Trilhão da Sociedade. Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT. Publicado em 28/02/11.
Estudo mostra que Brasil tem a 14ª maior carga tributária do mundo. DA ASSESSORIA. Publicado em 11/03/2011
Carga Tributária - Perguntas & Respostas. Revista Veja. Edição de Janeiro de 2009
Manicômio de Tributos. Revista Época. Edição de 26/02/11






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Pensando nos diversos estudantes que tem dificuldade em formatar seus trabalhos acadêmicos, seja por falta de conhecimento técnico ou por falta de tempo, ofereço o serviço de assessoria acadêmica para revisões, correções e elaboração de apresentações em slides.